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DVR ou gravação na nuvem? Quando cada um faz sentido (e como usar os dois)

O DVR grava sem internet e custa uma vez; a nuvem sobrevive ao furto do gravador e dispensa técnico. Compare ponto a ponto e aproveite o gravador que você já tem.

Equipe Invigil 4 min de leitura

Não é uma disputa em que um lado ganha. DVR e nuvem resolvem problemas diferentes, e a resposta mais comum para quem já tem um gravador é usar os dois. Mas para decidir isso é preciso saber o que cada um faz bem e onde cada um falha.

O que o DVR faz bem

  • Grava sem internet. A câmera está ligada ao gravador por cabo; a internet caindo não muda nada.
  • Custa uma vez. Gravador, HD e instalação, e acabou. Sem mensalidade.
  • Não consome upload. O vídeo fica na casa.
  • Alta resolução sem conta de banda. 4K em quatro canais é só disco.

Onde o DVR falha

  • Sai junto com o ladrão. É a falha que importa. Quem invade um imóvel e vê o gravador leva o gravador, e com ele a única prova. Esconder o aparelho ajuda um pouco; não resolve.
  • O HD para em silêncio. Disco de gravador é peça de desgaste. Ele falha, o gravador continua ligado com a luz verde, e ninguém descobre até precisar de uma gravação que não existe.
  • Acesso remoto é do fabricante. Ver de fora depende do aplicativo e do servidor P2P da marca, muitas vezes fora do país. O dia em que o fabricante descontinua o app, você fica sem acesso.
  • Ninguém confere. Um DVR não avisa que uma câmera caiu, que o disco encheu ou que o relógio atrasou.
  • Transmite um canal por vez. A função de “transmissão” dos gravadores, a mesma do YouTube, serve para uma câmera. O gravador inteiro não sobe por ela.

O que a nuvem faz bem

  • A gravação está fora do alcance. Tudo o que foi enviado até o momento do furto já está longe.
  • Sem HD para trocar. O armazenamento é redundante e é problema do provedor.
  • Acesso de qualquer lugar, sem abrir porta. Um bridge na rede leva o vídeo para fora; nada de DDNS, IP fixo ou roteador.
  • A linha do tempo mostra o que faltou. Um serviço bem feito exibe a cobertura real da gravação, câmera por câmera, inclusive os buracos. É a diferença entre saber e supor.
  • Alertas e análise. Detecção de pessoa, veículo e placa rodando em servidor, sem trocar a câmera.
  • Você escolhe por câmera. Quantos dias guardar, áudio ou não, análise ou não, câmera por câmera.

Onde a nuvem falha

  • Depende do upload. Cada câmera envia o tempo todo. Quatro câmeras a 2 Mbps são 8 Mbps de envio contínuo; veja quanto de internet uma câmera consome.
  • Custa por mês. Por câmera. Em dez câmeras, o valor aparece na fatura.
  • Internet caiu, gravação parou. A nuvem não grava o que não chega.

Lado a lado

DVRNuvem
Gravação quando a internet caicontinuapara, e a falha fica marcada
Furto do gravadorperde tudonada se perde
Falha de discosilenciosaproblema do provedor
Acesso remotoapp do fabricante, P2Pnavegador, sem abrir porta
Custocompra únicamensal, por câmera
Consumo de internetnenhumupload contínuo
Sabe quando parou de gravarnãosim, na linha do tempo
Alertas por análiselimitados ao aparelhopor câmera, em servidor

Usar os dois: o DVR como fonte

Se você já tem um DVR, ele não precisa sair. Ele vira a fonte do vídeo, e a nuvem vira a cópia que sobrevive.

O caminho é um bridge: um programa pequeno num computador da sua rede (Linux, Raspberry Pi ou Windows) que lê cada canal do DVR pelo endereço RTSP dele e envia para o datacenter por uma conexão de saída. Cada canal do gravador entra na nuvem como uma câmera independente, com a própria retenção. O DVR continua gravando localmente como sempre.

Na prática, você decide quais canais sobem. A portaria e o caixa vão para a nuvem com 30 dias; o corredor dos fundos fica só no DVR. Paga-se pelo que importa.

Para descobrir o endereço RTSP de cada canal, o formato muda por fabricante; reunimos os mais comuns em URL RTSP: como descobrir a da sua câmera ou DVR.

Se o seu DVR tem a função de transmissão RTMP e você só precisa de uma câmera na nuvem, dá para pular o bridge: cole o endereço que o serviço gera e pronto. Para o gravador inteiro, é o bridge.

Quando escolher só um

  • Só DVR faz sentido onde não há internet confiável e o gravador fica em lugar de acesso restrito (sala técnica trancada, cofre). Mesmo assim, uma câmera na nuvem apontada para a porta dessa sala costuma valer o custo.
  • Só nuvem faz sentido em instalação nova, com câmeras IP e upload suficiente: economiza o gravador, o HD e a manutenção, e nasce com acesso remoto e alertas.
  • DVR
  • NVR
  • nuvem
  • gravação híbrida
  • comparativo

Perguntas sobre o assunto

O que costuma ficar depois de ler.

Preciso jogar o DVR fora para usar a nuvem? +
Não. O DVR vira a fonte: um bridge na sua rede lê cada canal dele e envia para a nuvem, e o DVR continua gravando localmente. Você escolhe quais canais sobem.
A nuvem grava se a internet cair? +
Não, e nenhuma nuvem grava. O trecho sem internet fica marcado como falha na linha do tempo. Se a gravação local for indispensável, é o caso de manter o DVR junto.
Quanto tempo dura o HD de um DVR? +
Depende do disco e do calor, mas HD é peça de desgaste, e a falha costuma ser silenciosa: o gravador continua ligado e ninguém percebe que parou de gravar até precisar.

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